Muito precisa ser feito para fazer o país recuperar seu status no âmbito internacional, com certeza existirão vozes que em tom de afirmação dirão que nunca tivemos status, vou discordar. Sempre tivemos um papel no cenário mundial, porém nunca fomos protagonistas e a isto devo concordar.
O termo “celeiro do mundo” foi capturado para uso político ao invés do econômico. Nosso papel como potência econômica emergente é importante, mas precisa ser ajustado, temos uma economia concentrada que depende em muitos momentos do protecionismo do Estado, enfrentamos graves problemas sociais na educação e na saúde que reverberam com uma baixa produtividade.
A abertura econômica implica em aumento de investimentos, intercâmbio tecnológico, novas frentes de negócios. Nosso alerta busca chamar atenção para o comodismo que nos estacionou no tempo. Os empresários e o governo precisam se posicionar de forma, arrojada e racional no comércio exterior, não precisamos mais de protecionismo, precisamos é de agilidade e qualidade, estes sim são diferenciais que farão de nossa economia o que ela sempre deveria ser: potente e presente. Não podemos ser bons em tudo, ninguém o é, mas podemos ser bons no que temos tradição.
Aqui no Maranhão muito pode ser trabalhado, em alguns momentos resgatando em outros melhorando e adaptando. Como exemplo um caso simples: dentro da fruticultura identificamos diversos casos interessantes, um deles o qual destacamos agora é a cultura do Açaí, este produto largamente exportado tem como apresentação comercial básica, a polpa. O que mais pode ser aproveitado? Quais as versões e formatos que podem ser negociados? Por que não liofilizar? Agregar mais valor? E quanto aos princípios ativos? Existem pesquisas e patentes disponíveis para serem comercializadas? Seguindo este modelo poderíamos elencar diversas frutas exóticas e seu aproveitamento. Como visto, basta questionar para iniciar um processo virtuoso, sem fantasias.
Ao esmiuçar a pauta de exportação do estado verificamos a grande concentração em poucos produtos, dos quais a detentora é um grande player internacional. Nosso discurso é dirigido ao pequeno e médio empresário, que por muitas vezes se sente sozinho e pequeno em um universo de grandes demandas, nada contra a quem por alguma razão concentra este movimento.
Criar um ambiente propício para o negócio internacional e dar em grande escala possibilidades incríveis para a região é o nosso projeto principal. Temos fé de que nossa voz possa ser ouvida e entendida não só pelo governo, vejam bem, mais principalmente pelo empresariado. Se não houver este movimento, sabemos bem outros o farão ou então serão engolidos em uma onda de depressão que se aproxima.
Desenvolvemos um projeto que prevê um ambiente especial dedicado ao estudo dos gargalos com o objetivo de buscar soluções, ambiente esse não político e sim técnico que chamamos de Tower ou Câmara Setorial de Comercio Exterior do Maranhão, reunindo em um mesmo local especialistas preparados para encarar este tipo de discussão. Repensar e criar um perfil voltado para a internacionalização do estado, gerando condições operacionais interessantes, pratica e ágil, dando origem a um marco regulatório regional e procurando dinamizar os projetos a ele destinados.
Passamos por uma crise em nossa economia e justamente por isso uma oportunidade única de repensar o país. Com trabalho sério e dedicação plena saímos desta para uma realidade sem precedentes.
O que você está esperando? Junte-se a nós neste grande projeto. Vamos dar o exemplo e demonstrar que é possível fazer a diferença!
Carlos Fernandes é especialista em comércio exterior e câmbio com mais de 30 anos de experiência. Foi executivo dos bancos: Banco da Bahia de Investimentos, SN Crefisul (Citibank), Banco Bozano Simonsen, Credit Lyonnais “BFB”; e das corretoras: Hoya, Miata (corretora de câmbio, Importadora e Exportadora), Renova, PREVIBANK S.A. DTVM, Concordia S.A. DTVM. Foi também fundapiano (ES).
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